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03.Jun.16

O assassínio do tirano Calígula

O imperador Calígula espalhou o terror em Roma durante quatro anos (37-41), mas o clima de denúncias recíprocas para obter vantagens pessoais e o extermínio da classe senatorial produziram uma terrível conspiração para tirar a vida do tirano. Flávio Josefo fornece a versão mais detalhada dos factos, baseado em fontes contemporâneas. Segundo este historiador judeu, dois tribunos da guarda pretoriana chamados Cássio Quereia e Cornélio Sabino organizaram a conspiração, contando com a ajuda de centuriões e de prefeitos, para além de Lúcio Anio Viniciano.

 

Assassínio de Calígula

 

Os próprios funcionários do pretório, usados pelo imperador para colocar em prática as torturas e as condenações à morte, começaram a temer pelo seu próprio destino: "Nós ficaremos sujos no sangue que derramamos dos que foram mortos ou torturados até que ele faça a mesma coisa connosco", escrevia Josefo, colocando estas palavras na boca de Quereia.

 

Foi necessário esperar pela ocasião ideal para assassinar o imperador. Não foi difícil fazê-lo. Quereia vivia perto dele e analisou numerosas oportunidades para levar a cabo o magnicídio. A guarda pretoriana, porém, tinha de fornecer a Roma uma solução dinástica coerente e facilmente aceite.

 

O momento do assassínio de Calígula foi fixado para o dia 24 de janeiro do ano 41, durante a representação de um teatro provisório na ponte pendente do Palatino, que comunicava tanto com o Fórum como com o palácio imperial. Cansado do espetáculo, Calígula decidiu regressar aos seus aposentos antes de terminar, acompanhado pelo seu tio Cláudio, Marco Vinício e Valério Asiático. Os conspiradores separaram o imperador do seu séquito, de modo a que a sua escolta se limitasse a Quereia e Sabino.

 

As versões da queda definitiva do imperador são díspares e nenhuma fonte coincide sobre o local onde foi infligido o primeiro golpe. Em todo o caso, imediatamente depois do homicídio do imperador, a mulher e a filha de Calígula, Milónia Cesónia e Drusila, foram igualmente assassinadas. O corpo da guarda, assim que soube da morte do imperador, executou alguns conspiradores numa tímida resposta ao atentado.

 

A notícia espalhou-se em poucas horas desde o palácio até ao teatro vizinho, dali até ao Fórum e depois pelo resto da cidade. Em breve, o império soube que havia relação de forças na capital. O medo de represálias, porém, ainda era poderoso. Josefo conta que "mesmo quem odiava Calígula, privou-se de alegria quando soube da sua morte, temendo que os gládios se lançassem sobre si" e mostrando pouca esperança no futuro.