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11.Jun.16

História de Ferreira do Alentejo

A qualidade do solo e a proximidade de linhas de água foram fatores determinantes para a fixação humana na zona onde atualmente se situa Ferreira do Alentejo desde o período Calcolítico. Um espólio arqueológico abundante foi encontrado na estação calcolítica que se estende ao longo das margens da ribeira do Vale D'Ouro. Outros achados comprovam ainda a presença dos romanos, dos visigodos e dos árabes. No caso deste último povo, restaram as construções de corpo cúbico com cobertura cupular, chamadas "kubba", que se podem encontrar em Villas Boas, S. Vicente ou ainda em S. Sebastião.

 

Ferreira do Alentejo

 

Quanto à data da fundação do povoado, as fontes escritas são escassas. No entanto, sabe-se, através dos documentos da chancelaria régia de D. Sancho II e de D. Afonso III, que o território foi conquistado aos mouros em 1233 e doado, no ano seguinte, à Ordem de Santiago, que desenvolveu e cultivou terras até então quase desertas. O concelho passou posteriormente para os duques de Aveiro e, depois da conspiração destes contra o rei, para a coroa.

 

Ferreira chegou a ter um castelo - situado na pequena elevação de terreno onde está o atual cemitério público - filial dos espatários de Alcácer do Sal, de que era alcaide, em 1527, Francisco Mendes do Rio, e, em 1708, Baltazar Pereira do Lago. Esta fortaleza desapareceu totalmente. Por volta de 1800, apesar de já estar arruinada, ainda ostentaria algumas das suas nove torres, o fosso e a barbacã. Por volta de 1839, a Junta de Paróquia decidiu construir ali o cemitério, cujas obras esconderam para sempre o antigo castelo. Da memória desta fortaleza apenas restou o escudo da Ordem dos Espatários que ainda hoje encima a entrada principal do cemitério público.

 

Formado em 1516, através de foral concedido por D. Manuel I, Ferreira do Alentejo sofreu desde então diversas alterações a nível administrativo. Em 1627, foi criada a Comarca de Ferreira do Alentejo, na sequência da reforma da Ordem de Santiago. Em 1762, Ferreira pertencia à Ouvidoria de Beja e no ano de 1811 estava judicialmente anexada à vila de Torrão.

 

Com o advento da República, em 1910, Ferreira do Alentejo sofreu algumas alterações arquitetónicas que acabariam por empobrecer, em termos patrimoniais, a atual vila.

 

O município foi berço de importantes personagens que se evidenciaram no campo das letras e da religião, de entre os quais se destaca o conselheiro Júlio Marques de Vilhena, importante figura dos últimos tempos da antiga monarquia.