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13.Jun.16

A fome do ano 22 a.C. na Roma Antiga

No mesmo ano (22 a.C.) em que se dava uma revolta na Hispânia contra os governadores de Roma, a capital do império atravessou uma das mais terríveis epidemias da sua história. A cidade ficou inundada pela subida do Tibre devido às inúmeras tempestades daquele inverno. Uma epidemia de peste propagou-se pela península itálica e os camponeses abandonaram os campos. Dado que o imperador Augusto tinha atribuído a Lúcio Séstio o cargo de cônsul um ano antes, essa nomeação foi entendida como a causa que atiçara a ira dos deuses.

 

Roma Antiga

 

Dignitários locais tentaram acalmar a fúria do povo propondo que o imperador assumisse o título de dictator e de curator annonae, sob ameaça de incendiar a Cúria onde os senadores estavam reunidos. Augusto rejeitou a nomeação, pois conhecia os ódios que tal cargo extraordinário acarretava, mas aceitou a sua função de comissário para a divisão do trigo, que o obrigava a distribuir quantidades gratuitas de cereais, de acordo com as determinações de Públio Clódio Pulcro.

 

Tal como menciona Augusto nos seus "Res gestae", o imperador ocupou-se pessoalmente do abastecimento de cereais e impôs austeridade no consumo, suprimindo temporariamente a celebração de banquetes públicos e limitando os jogos de gladiadores ao máximo de dois por ano, com um limite de 120 gladiadores: "No momento de extrema penúria de trigo, não rejeitei o cargo e, graças à minha administração, consegui libertar toda a cidade do terror e perigo escondido em poucos dias, às minhas custas e graças ao meu empenho." Para evitar situações de crise como a daquele ano, o princeps encarregou-se de nomear pessoalmente prefeitos cerealíferos, selecionados entre os membros da cavalaria, em substituição dos antigos aediles ceriales, nomeados pelo Senado.